sexta-feira, 27 de julho de 2007

O fim de Anás

Com a ajuda involuntária dos Romanos e dos secretários do rei Herodes, Anás não tem mais que se preocupar com os Nazirenos. O único problema é que a ação romana acabou desarticulando seus núcleos messiânicos e Herodes capturou alguns lideres, aumentando o cerco em torno dele. O Sinédrio voltou suas costas para ele e a cada dia uma sede da Ordem de Melquisedeck é encontrada, desmascarada, desmontada e fechada.
Anás desconfia, mas não tem mais inspetores para investigar, de que membros da própria Ordem de Melquisedeck tem fornecido informações, seja por tortura ou por suborno. A velhice e a falta de finanças pesam muito, o que faz Anás planejar bem suas ações. Os planos de Anás são interrompidos por um barulho na rua, como se pessoas estivessem conversando ruidosamente na frente de sua casa. Anás se aproxima do portão para saber o que falam.
- Tu ouviste as boas novas? O Senhor ressuscitou!
- Todos dizem que ele voltou dos mortos após o terceiro dia, como ele prometera.
- Os apóstolos estão chamando a todos que seguem ao Senhor a comparecerem na Galiléia para ouvirem ao Senhor antes que ele vá para junto de Deus Pai.
- Meus irmãos, eu vos peço, dizei-me quem é este Senhor?
- Yeshu Cresto, Filho de Deus, o Cordeiro de Deus que veio para tirar o pecado do mundo e nos dar a Vida Eterna.
Anás queria saber mais, mas o grupo dissipou-se rapidamente pelas ruas de Jerusalém, sumindo dentro da noite, devido à aproximação de outro grupo desconhecido, cujas alparcatas soavam longe. Anás sentiu que estava em perigo, mas não conseguia se mexer.
Pelo seu pensamento, passaram os últimos acontecimentos. Como de ele Ter sido o responsável pelo plano de apresentar dois rabinos como se fosse um, do dissabor da traição deles e o aparecimento dos Nazirenos, da sucessão de falhas que fez os Romanos e Herodes iniciarem as perseguições, que acabaram atingindo a Ordem de Melquisedeck e ele mesmo. Maior era a raiva disso tudo ter resultado no aparecimento de mais uma seita.
A poucos metro dali, Saulo segue apressadamente com uma coorte de legionários, para cercar e prender Anás, graças aos testemunhos de Zacharias, outros inspetores da quase extinta ordem de Melquisedeck e dos documentos encontrados nas sedes do grupo. Anás está sozinho e é velho, mas Saulo acha prudente ter toda uma coorte para esta prisão, pois Anás ainda tem um certo prestigio no Sinédrio e muitos inspetores ainda vagam por aí, prontos a dar a vida por Anás.
- Anás Elijah, em nome de Tibério César e do rei Herodes, o senhor está preso por conspiração, sedição e rebeldia.
Anás nada responde. Saulo o toma pelo braço e sente a pele fria. Nota que a boca de Anás está roxa. Anás, o poderoso e influente rabino, morre engasgado com a própria língua.
Saulo ordena aos legionários para que levem o corpo de Anás, para as devidas providencias. Com outros legionários, entra e vasculha a residência de Anás e confisca vários documentos e retorna para o quartel.
No caminho, Saulo encontra os documentos que comprovam o envolvimento de Anás e da Ordem de Melquisedeck na formação dos grupos messiânicos, o dos Nazirenos incluído. Saulo fica particularmente intrigado com os documentos sobre o projeto dos Nazirenos, sobre Yeshu, Yoachim e Yheshua. Saulo fica inquieto com o fato que Yeshu não era um, mas dois rabinos e lembra que, após a Pessach, um rabino que dizia ser Yeshu, o Messias, foi crucificado e boatos surgiram dizendo que ele havia ressuscitado dos mortos, dando início a uma nova seita.
Saulo resolve verificar quem efetivamente foi crucificado, se foi Yoachim ou Yheshua, para então ter por onde começar a investigar e perseguir a seita dos Crestanos.

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