sábado, 4 de agosto de 2007

O exílio das sacerdotisas

Lapidatus marcha lentamente em direção a Esmirna com sua coorte para cumprir as ordens de Tibério César, que estendeu suas ordens para a Judéia a todo o território do Império Romano.
Como cada província é governada por pessoas nomeadas por César e administradas com a ajuda de reis locais que cumprem suas funções de forma parcial, Lapidatus sabe que podia ir sem pressa até Esmirna, até que o governante da província da Assíria fizesse o referendo, dando permissão para a ação de Lapidatus na cidade.
Eleaser, em seu caminho de Siloe de volta a Esmirna viu o acampamento dos romanos e pressentindo as intenções deles, alertou a todos. Roe também pressentiu a presença de seu irmão de armas e logo mobilizou a todos do templo para a fuga.
As sacerdotisas Ketar e Ceres foram encontradas prontas e arrumadas. Andros ajudou nos preparos, pegando os melhores camelos e encaminhou todos para Ephesus, onde ele sabia que encontraria ajuda.
Quando Lapidatus entrou no templo de Ishtar em Esmirna, nada pôde fazer senão observar seus legionários destruírem as estátuas sagradas e queimassem documentos preciosos.
quilômetros de distância, Andros olhou e viu as colunas de fumaça que se erguiam de Esmirna, em um horrível testemunho dos templos que forma invadidos, destruídos e queimados pela fúria dos Romanos.
Ao chegar em Ephesus, as pessoas estavam em pânico com a chegada iminente dos Romanos, por todo lado pessoas e sacerdotes buscavam qualquer meio de fuga, tentando levar o máximo de riquezas. Sentindo que seria muito difícil conseguir fugir com tanta gente apavorada, Andros levou todos até a escola de mistérios onde ele teve suas primeiras aulas sobre a Religião Antiga. Ali, ele encontrou colegas e professores esperando a cegada dele com as sacerdotisas.
Seguindo caminhos conhecidos apenas por iniciados, o grupo chegou até um porto oculto, onde uma grande nau os aguardava. A bordo da nau, o capitão dela era também um iniciado e conhecido de Andros.
- Meu irmão na Arte, eu preferiria que nosso reencontro se desse em situação melhor, mas para onde vamos?
- Vamos para a Bretanha.
Enquanto isso, no outro extremo, na periferia da Judéia, nas colinas de Kuran, a sacerdotisa Magdala acompanha o cerco dos Romanos aos acampamentos, as prisões, destruições e execuções de qualquer um que se negasse a renunciar o culto a Yeshu e não prestasse reverência a César. Ela tenta sentir a presença de Yheshua entre tantos que tentam fugir em direção a outros acampamentos ou sair das colinas sem sucesso.
Esperta, a sacerdotisa Magdala permite apenas que fiquem em seu grupo gentios, Gregos e Romanos, que a ajudavam a manter os Judeus longe. Quando os Romanos se aproximaram dela, ela fez questão de se apresentar como a sacerdotisa responsável por aquelas almas.
- Vós sois Judeus?
- Não, apenas gentios, Gregos e Romanos como vós.
- Vós sois Nazirenos?
- Não, nem Crestanos, nem Zelotes. Nós somos humildes servos de César e evocamos a proteção de César aos súditos dele.
- Sendo assim, devemos levá-los sob custódia até Pôncio Pilatos, onde vós podereis demonstrar a devida reverência a César.
Diante de Pilatos, a sacerdotisa o encantou com seus olhos e, em troca de proteção a seus aprendizes, deitou-se com ele, tornando-o um de seus iniciados.
Com as graças de Pilatos, deslumbrando-o com promessas de grande poder e riqueza, a sacerdotisa Magdala é enviada para Roma, para falar com César em pessoa. Tibério César estava muito disposto a ouvir qualquer um que o ajudasse a acabar com a seita dos Crestanos.
Durante a viagem, a sacerdotisa Magdala calcula que terá de lidar com as comunidades de Crestanos em Roma orientadas por Saulo, com as sacerdotisas dos cultos oficiais do Império Romano e com as intrigas da corte romana.

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