sexta-feira, 14 de setembro de 2007

A coroa de Roma

Os ventos do mar Mediterrâneo anunciam a chegada de mais um outono encontram a cidade de Roma em um frenético reboliço.
Finalmente Messalina torna-se vítima de sua própria voracidade, o Senado a substitui por Júlia Agripina, a filha de Agripina que havia desposado Calígula, que havia sido exilada com esta e Júlia Livila, retornando graças a Cláudio César, quando este substituiu Calígula.
Esse intrincado jogo do poder tem sido jogado desde Júlio César e Júlia Agripina demonstrou ter aprendido bem a lição e recompensou a Cláudio César por tudo o que ele fez a ela o envenenando, para que seu filho Nero fosse aclamado César.
Júlia Agripina teria que esperar pela confirmação do Senado que estava, junto com os cônsules e os guardas pretorianos, deliberando as implicações dessa sucessão, ao mesmo tempo em que dividiam o poder da regência provisória.
Não demorou em que Magdala fosse convidada, assim como outros sacerdotes, para participar das deliberações, para que o novo César recebesse as bênçãos dos Deuses.
Quando Magdala chegou ao Senado, ela era esperada pelo Sumo Sacerdote dos Mithraicos, o general Galba.
- Saudações, Vossa Santidade. Nós gostaríamos de vos falar em particular.
- No que esta humilde serva pode vos ajudar?
- Ora vamos, Magdala! Tu podes deixar esta hipocrisia para enganar os tolos!
- Pois então, Galba, o que tu queres que possa me interessar?
- Existe uma indignação crescente contra a dinastia de César e esse Nero será igual a Calígula.
- Nós não podemos fazer nada senão alimentar as intrigas enquanto apoiamos discretamente o lado mais poderoso.
- Podemos e devemos fazer algo. Roma irá sucumbir se continuar à mercê do Imperador ou das regências provisórias. Nós precisamos nos aproximar mais da coroa de Roma.
- Nós quem, Galba? Se formos suspeitos de conspiração, o primeiro ato de Nero será nos decapitar.
- Precisamente, minha cara. Eu tenho a força da Guarda Pretoriana e tu a força do Clamor Popular. Nero, se quiser ser César, deverá entrar em acordo conosco. Em troca de nossos serviços, Nero retifica os acordos anteriores e nos reconhece como religiões oficiais.
- Tu estás certo quanto a pedir de Nero a confirmação dos editais anteriores que nos afetam, mas isso não nos deixará mais próximos da coroa de Roma.
- Agora, não. Mas se juntarmos nossas Igrejas como uma só instituição, vinculada e identificada com o poder do Império, teremos mais poder que os outros templos e credos. No devido tempo, nossa instituição será a única reconhecida.
- Como tu pretendes modificar a tolerância de Roma a essa diversidade de cultos?
- Simples, minha cara. Nós faremos com que Nero veja que seu poder e a integridade do Império dependem da adoção de um único credo.
- Isso pode nos levar de volta ao tempo de Calígula, que exacerbou o culto a César.
- Nós daremos corda para que Nero se enforque. O que nos importa agora é ganhar a confiança de Nero para aumentar nossa influência para agir contra os outros credos.
- O teu plano é ousado e arriscado. Que garantias tu me dás em troca de meu apoio?
- A garantia da Guarda Pretoriana que não esqueceu de tua visita e manifestação diante de Appis. Muitos pretorianos a consideram como uma sacerdotisa de Mithra.

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